Re: Direto de Málaga: América Latina presente
como es habitual, el gobierno argentino no estuvo por alli... pero si estuvo en Malaga nuestro amigo Daniel Olivera :D 2008/10/28 Corinto Meffe <[email protected]>
Direto de Málaga: América Latina presente Editoria: Internacional http://www.softwarelivre.org/news/12249 24/Oct/2008 - 06:09 Enviado por Corinto Meffe
*A mesa dedicada para América Latina ocorreu na manhã do dia 22/10, quarta-feira, último dia do evento.*
*O mediador Rafael Delgado, da Fundação I+D de Software Livre de Granada, Espanha, começou dando destaque à importância da América Lantina no processo de adoção de software livre no mundo. A mesa estava composta por representantes de Cuba, Venezuela, Uruguai, Paraguai e Brasil.*
Miriam Valdés, representante do governo cubano, destacou a fase de migração para software livre e o uso de padrões abertos para alcançar a soberania e independência tecnológica de Cuba, tendo as tecnologias livres e abertas como um recurso estratégico do Estado. Miriam registrou as limitações impostas pelos Estados Unidos, que impedem a ilha de adquirir licenças de software.
Em 2003 ocorreu uma grande ação de capacitação pelas Universidades, pois um outro item importante para o uso de software livre surge da necessidade cubana de melhorar a segurança interna das redes. As intenções dos Estados Unidos de detectar informações estratégicas acontecem com frequência, afirma Miriam. Desde 2004, com o apoio da academia, iniciou-se um processo de migração vigoroso para alcançar todos os ambientes públicos em Cuba.
O representante do Uruguai, Fernando da Rosa, destacou o começo da sensibilização pelas escolas com ações de formação básica para os alunos da rede pública de educação. Fernando destacou a importância do projeto OLPC para começar a transição.
No Uruguai tem pessoas favoráveis e contrárias ao software livre de forma muito clara e a nossa tática de começar pelas escolas públicas tem aumentado a nossa capacidade de ampliar o número de profissionais preparados para o futuro livre.
No Uruguai, disse Fernando, existe um Projeto de Lei, que logo no Artigo 1, reforça o papel da administração pública, com o uso de padrões abertos para divulgação das informações internas e externas ao governo. Além disso o projeto trata também: da preferência do software livre com relação ao software proprietário; do uso de ao menos um navegador livre em cada máquina; do envolvimento das escolas, que foi destacado no artigo 3, onde todos os alunos do ensino fundamental deverão usar software livre. Para alcançar tal objetivo são realizados com frequência cursos para os professores da rede pública sobre o sistema operacional, o uso da máquina e com detalhes de comandos
O envolvimento de associação de usuários de software livre se organizou como qualquer grande empresa para disseminar o uso de software livre no país e serve como base para criação de uma agência para o desenvolvimento da tecnologia da informação.
O representante da Venezuela, Henry Rivero, informou que o programa institucional começou faz 04 anos e relatou sobre os antecedentes de dependência tecnológica da Venezuela. O país percebeu que não pode depender de empresas estrangeiras para o desenvolvimento de tecnologia da informação.
Existe uma Lei que trata da migração com exclusividade e define a organização de planos de migração institucionais para que cada entidade realize o seu plano e sua metodologia de migração e apresente conclusões técnicas.
A responsabilização foi um destaque da apresentação venezuelana, pois existe uma determinação governamental para que cada dirigente informe o andamento do processo de migração, apresentando no final de cada ano um relatório de controle e acompanhamento da migração.
Na Venezuela existe um portal chamado softwarelibre.gob.ve para agregar o ecossistema de produção do software livre. No local serão disponibilizadas soluções do governo, um catálogo de soluções e uma lista de prestadores de serviço.
O representante do governo do Paraguai, Nicolas Caballero, refletiu sobre o peso da América Latina no uso de software livre no mundo. Nicolas fez questão de pontuar sobre a transição democrática atravessa o país - as eleições presidenciais ocorreram este ano, fato que deu abertura para o trabalho com software livre.
Nicolas demonstrou preocupação com a questão da infra-estrutura de TICs. Os países com poucos recursos tem um conjunto de possibilidades com software livre, mas é necessário pensar em como criar as bases para avançar com o uso das TICs, pois a exclusão digital é uma barreira inicial para os países em desenvolvimento.
Duas reflexões gerais foram abordadas pelo paraguaio: a primeira se refere ao uso de satélites pelas economias em desenvolvimento. Como vamos ter independência tecnológica se não controlamos a rede sem fio? A segunda abordagem, mais interna, alertava que a tecnologia ainda não é um componente estratégico para a alta hierarquia do governo.
Nicolas disse que vários portais e sistemas já são desenvolvidos com software livre, dentre os portais tem destaque o de contratações públicas e, da presidência da república e os sistemas da área financeira, administrativa e da aduana. O desenvolvimento de portais foi uma tática inicial, dentre outras, para inserir o tema software livre dentro do governo.
Como representante do Brasil busquei explicitar a linha do tempo do uso do software livre no governo, desde as primeiras aplicações entre 2000 e 2003 - Marinha e Dataprev, passando pelo apoio estratégico do atual governo ao software livre, chegando aos desdobramentos da iniciativa brasileira do software público.
Na primeira parte da apresentação foi destacado o papel do governo federal no combate aos mitos do software livre: treinamento, suporte, documentação, licença e segurança. Em seguida foi descrito o aprendizado com a migração, os resultados concretos: produtos e serviços e a percepção da necessidade de formação do ecossistema de produção de software livre.
Alguns consensos foram observados como barreiras para o uso de software livre: a resistência do usuário pela tradição de uso de software proprietário, as dificuldades técnicas para migrar e os sistemas legados que dependem de tecnologia proprietário.
Foi possível detectar alguns pontos comuns para avançar no uso do software livre: os telecentros comunitários, o emprego de ensino a distância, o uso do ensino básico das escolas públicas, o desenvolvimento de novos sistemas e portais e a adoção de padrões abertos.
As maiores diferenças foram percebidas no que se refere a legislação, o nível de participação do governo nacional e o método de condução dos processos de migração: obrigatório, norteador ou livre.
A mesa abriu a oportunidade para organização de um encontro do software livre do Mercosul, durante o Fórum Social Mundial na cidade de Belém, em janeiro de 2009.
_______________________________________________ Networkadmin-commits mailing list [email protected]
https://llistes.projectes.lafarga.org/cgi-bin/mailman/listinfo/networkadmin-...
-- opino en http://blog.martinolivera.com.ar
participants (1)
-
Martín Olivera